
Quando um funcionário precisa se afastar por doença ou acidente, surgem dúvidas importantes para o empregador: quem paga o salário, como fica o FGTS e quais são as responsabilidades da empresa durante o afastamento pelo INSS?
Mesmo quando o trabalhador passa a receber um benefício previdenciário, algumas obrigações trabalhistas continuam existindo.
Neste artigo, você vai entender como funciona o afastamento pelo INSS, quais são os deveres da empresa e como evitar passivos trabalhistas.
Quando o INSS assume o pagamento do funcionário afastado?
Em regra, a empresa é responsável pelo pagamento dos primeiros 15 dias consecutivos de afastamento por incapacidade.
Se o afastamento ultrapassar esse período, o funcionário poderá solicitar o auxílio por incapacidade temporária ao INSS. Caso o benefício seja concedido, o pagamento passa a ser responsabilidade do órgão a partir do 16º dia.
Durante o recebimento do benefício, o contrato de trabalho fica, em regra, suspenso. Entretanto, isso não significa o encerramento do vínculo empregatício.
A empresa precisa continuar pagando o FGTS durante o afastamento?
Depende da natureza do benefício, no afastamento por doença comum, em regra, a empresa não precisa realizar depósitos de FGTS durante a suspensão do contrato.
Já nos casos de acidente de trabalho ou doença ocupacional, os depósitos continuam obrigatórios.
Por isso, é importante identificar corretamente o tipo de afastamento, evitando recolhimentos incorretos e futuras cobranças trabalhistas.
Leia mais em: Jornada de trabalho flexível: como regulamentar sem gerar riscos legais
O funcionário afastado pelo INSS pode ser demitido?
A possibilidade de demissão depende das circunstâncias.
Durante o recebimento do benefício, o contrato permanece, em regra, suspenso, exigindo atenção jurídica antes de qualquer desligamento.
Além disso, trabalhadores afastados por acidente de trabalho ou doença ocupacional podem ter estabilidade de 12 meses após a cessação do benefício, conforme os requisitos legais.
Uma demissão realizada sem essa análise pode resultar em pedidos de reintegração ou indenização.
Como funciona o retorno do funcionário após o afastamento pelo INSS?
Quando o afastamento por doença ou acidente dura 30 dias ou mais, a NR-7 exige a realização de exame médico de retorno antes de o trabalhador reassumir suas atividades.
Esse procedimento permite avaliar sua aptidão e identificar possíveis restrições.
Caso o INSS considere o funcionário apto, mas a avaliação ocupacional indique limitações, a empresa deve analisar a situação com cuidado para evitar conflitos relacionados ao chamado limbo previdenciário-trabalhista.
Como evitar passivos trabalhistas durante o afastamento pelo INSS?
A prevenção começa com a organização dos procedimentos internos.
Registrar atestados, acompanhar benefícios, verificar recolhimentos obrigatórios e observar possíveis garantias de emprego são medidas que ajudam a reduzir riscos.
Também é importante planejar o retorno do trabalhador e manter a documentação organizada.
Contar com uma assessoria jurídica trabalhista especializada permite identificar irregularidades e orientar a empresa antes que situações administrativas se transformem em processos judiciais.
Perguntas frequentes sobre afastamento pelo INSS
Quem paga os primeiros 15 dias de afastamento?
Em regra, a empresa é responsável pelo pagamento desse período. A partir do 16º dia, o INSS poderá assumir o pagamento, caso conceda o benefício.
O funcionário afastado pelo INSS continua recebendo salário?
Em regra, não recebe salário da empresa durante a suspensão do contrato pelo benefício, ressalvadas obrigações específicas previstas em lei ou norma coletiva.
A empresa precisa depositar FGTS durante o afastamento?
No afastamento por doença comum, em regra, não. Já no afastamento acidentário, os depósitos continuam obrigatórios.
O funcionário tem estabilidade depois de voltar do INSS?
Depende. Nos afastamentos acidentários, pode existir estabilidade de 12 meses após a cessação do benefício, conforme os requisitos legais.
Veja também: Quais são os direitos e deveres do empregador no home office?
Afinal, sua empresa está preparada para lidar com afastamentos pelo INSS?
O afastamento previdenciário exige atenção aos pagamentos, recolhimentos, direitos do trabalhador e procedimentos de retorno.
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